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Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional: o que muda com a Reforma Tributária

Leandro Andrade
24 julho 2026 SALVAR
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O Brasil está no começo da maior reforma tributária desde a Constituição de 1988. Embora a vigência completa esteja prevista para 2033, as mudanças já estão impactando os contadores e seus clientes.

Desde janeiro de 2026, uma loja optante pelo Simples Nacional, uma prestadora de serviços enquadrada no Lucro Presumido e uma indústria tributada pelo Lucro Real passaram a compartilhar um mesmo desafio: adaptar-se às novas exigências da Reforma Tributária.

Neste novo cenário, é fundamental refletir se os regimes tributários em que as empresas estão hoje ainda fazem sentido nos próximos cinco anos.

Se você é contador e deseja ter um papel mais consultivo orientando seus clientes nesse processo, este guia definitivo é para você.

Em resumo: o que muda nos regimes tributários em 2026

Hoje, o Brasil tem um dos sistemas tributários mais complexos do mundo. Cinco tributos incidem sobre o consumo de bens e serviços (PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI). Cada um com sua própria base de cálculo, alíquota, regime de crédito e obrigações acessórias.

A lógica central da reforma é substituir esse sistema fragmentado por um IVA dual: dois tributos com base ampla, não cumulativos, e com uma única lógica de crédito.

Na esfera federal, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) substituirá o PIS e a COFINS. O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) substituirá, gradualmente, o ICMS e o ISS, unificando competências de 27 estados e mais de 5,5 mil municípios.

Podemos resumir esse momento de transição em três pilares:

• Convivência de sistemas: a transição para o modelo definitivo não é imediata. Durante os próximos anos, empresas e escritórios contábeis precisarão administrar simultaneamente os tributos atuais e os novos criados pela Reforma Tributária.

• Alíquotas de teste: em 2026, a CBS e o IBS começam a ser aplicados em caráter experimental, com alíquotas de 0,9% e 0,1%, respectivamente. Para contadores, esse período será especialmente importante para orientar clientes.

• Novos créditos: um dos principais pilares da Reforma Tributária é a ampliação do modelo de não cumulatividade. Assim, o novo modelo foi desenvolvido para permitir um aproveitamento mais amplo dos créditos gerados ao longo da cadeia produtiva.

Checklist: O que revisar agora no seu planejamento tributário em 2026?

A chegada da CBS e do IBS exige uma revisão dos processos, controles e estratégias que influenciam a carga tributária das empresas. Use o checklist abaixo para identificar os principais pontos de atenção durante a transição da Reforma Tributária:

• Reavaliação do enquadramento tributário da empresa

O Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real continuam existindo. No entanto, com a chegada dos novos tributos, a carga tributária efetiva e a tomada de créditos podem mudar completamente.

Pergunta-chave: O regime atual ainda é o mais vantajoso?

• Análise da cadeia de fornecedores

O novo modelo tributário valoriza a rastreabilidade e o aproveitamento de créditos ao longo da cadeia econômica. Na prática, a conformidade tributária dos parceiros comerciais torna-se um pilar estratégico.

Pergunta-chave: Os fornecedores da empresa geram créditos reaproveitáveis?

• Revisão da formação de preços

A Reforma Tributária altera estruturalmente como os impostos incidem sobre um produto ou serviço. Ou seja, a transição para o modelo de IVA Dual (CBS e IBS) vai exigir um plano de adequação de margens

Pergunta-chave: As margens atuais permanecem sustentáveis?

• Atualização de tecnologia

A convivência entre o sistema atual e o novo modelo exigirá maior controle das informações tributárias. Por essa razão, será fundamental contar com sistemas atualizados e adequados para o novo cenário.

Pergunta-chave: O ERP está preparado para as novas exigências?

• Capacitação da equipe

A transição tributária impõe a necessidade de atualização constante dos profissionais contábeis. Investir em treinamentos assegura que o negócio navegue pelas novas regras sem riscos de autuações ou inconsistências.

Pergunta-chave: Minha equipe está preparada para lidar com o novo modelo?

• Monitoramento de créditos

O aproveitamento de créditos será um dos temas centrais da Reforma Tributária. No período de transição, o monitoramento de oportunidades vai desde o gerenciamento dos novos saldos de IBS e CBS até a compensação dos créditos residuais dos antigos tributos.

Pergunta-chave: Quais despesas podem gerar créditos?

Panorama dos Regimes Tributários no Brasil

A escolha do regime tributário sempre foi uma das decisões mais estratégicas para qualquer empresa. Isso porque ela influencia diretamente a carga tributária, as obrigações acessórias, o fluxo de caixa e o crescimento do negócio.

Simples Nacional

É um regime tributário exclusivo para micro e pequenas empresas, incluindo os microempreendedores individuais (MEIs), com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

Seu objetivo é simplificar a tributação e reduzir a burocracia para essas empresas. Para isso, unifica o pagamento de vários impostos em uma única guia, chamada Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

Entre suas principais vantagens estão:

Menor complexidade operacional;

Recolhimento unificado de tributos;

Redução de obrigações acessórias;

Gestão tributária mais simplificada para pequenos negócios.

No entanto, com a ampliação da lógica de créditos do IBS e da CBS, algumas empresas precisarão avaliar se o regime continua sendo a opção mais vantajosa.

Lucro Presumido

É um regime tributário simplificado adotado por empresas brasileiras de médio porte.

Basicamente, podem aderir ao Lucro Presumido negócios com receita bruta anual de até R$ 78 milhões. A adesão é ideal para empresas com margens de lucro superiores às tabelas de presunção e que não estão obrigatoriamente enquadradas no Lucro Real.

Neste modelo, o cálculo dos impostos, como o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), não é feito com base nos lucros reais da empresa, mas sim em uma presunção de lucro determinada pela Legislação.

Essa presunção varia de acordo com a atividade econômica da empresa e é calculada por meio de porcentagens específicas.

No Lucro Presumido, a cobrança dos impostos é realizada por guias separadas para cada imposto, que incluem:

Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);

Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ);

Imposto sobre Serviços (ISS);

Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS);

Programa de Integração Social (PIS).

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)

Lucro Real

Este modelo é considerado o mais complexo entre os regimes tributários brasileiros. O que significa que é necessário um controle preciso e apurado sobre todos os rendimentos e gastos do negócio para calcular o valor corretamente.

De maneira geral, qualquer negócio pode aderir ao Lucro Real. No entanto, estão obrigadas pela legislação (Art. 14 da Lei nº 9718/1998) empresas:

• Cuja receita no ano-calendário, seja superior a R$ 78.000.000;

• Cujas atividades sejam de bancos, sociedades de crédito, corretoras de títulos, empresas de arrendamento mercantil, empresas de seguros;

• Que tiveram lucros, rendimento ou ganho de capital oriundos do exterior;

• Que possuam benefícios fiscais relativos à isenção ou redução de imposto;

• Que explorem atividades de assessoria creditícia, administração de contas a pagar e a receber e factoring;

• Que optem pelo pagamento mensal por estimativa.

Quem segue essa modalidade é obrigado a apresentar os registros especiais de seu sistema contábil e financeiro à Receita Federal.

No Lucro Real, embora a apuração dos impostos seja feita de forma individualizada para cada tributo, o recolhimento pode ser consolidado, principalmente com a entrada do MIT. Antes da Reforma Tributária, os impostos do Lucro Real incluíam:

Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)

Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ);

Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL);

Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS);

Programa de Integração Social (PIS);

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

Em 2026, a escolha do regime tributário passa a ser influenciada pela não cumulatividade plena do IBS/CBS. Entenda melhor a seguir.

Impactos da Reforma Tributária 2026: O que o contador precisa saber

Em 2026, os impactos da Reforma Tributária começam a sair do campo do futuro e entram definitivamente na rotina das empresas.

Inicialmente, as alíquotas de 0,1% do IBS e de 0,9% da CBS têm caráter de teste. Contudo, elas representam o primeiro contato prático com o novo sistema tributário e exigem atenção dos escritórios contábeis desde já.

Mesmo com alíquotas reduzidas, há a inauguração de uma nova dinâmica de cálculo e controle tributário.Da mesma forma, a redução proporcional das alíquotas de PIS e COFINS ocorre para evitar aumento da carga tributária durante a fase inicial da transição.

Na prática, isso significa que as empresas precisarão administrar simultaneamente tributos antigos e novos.

Análise Profunda por Regime

Em meio a mudanças importantes, é natural surgir dúvidas: o Simples Nacional vai acabar? O que vai acontecer com as empresas optantes pelo Lucro Presumido ou Lucro Real? Veja, a seguir, o que muda e o que não muda nos regimes tributários após a Reforma.

Simples Nacional em 2026

O Simples Nacional continua existindo após a Reforma Tributária e mantém sua principal proposta: simplificar o recolhimento de tributos para micro e pequenas empresas.

Isso não significa, porém, que optantes pelo Simples Nacional não serão impactados.

Um dos pilares da Reforma Tributária é a não cumulatividade plena, o que permite a recuperação de créditos dos tributos pagos nas etapas anteriores da cadeia econômica.

Assim, há dois cenários para lidar com esses créditos. Com o recolhimento do IBS e CBS dentro do Simples, a empresa optante repassa um crédito limitado (proporcional) para os seus clientes PJ. Nesse caso, há perda de competitividade de negócios no modelo B2B.

No recolhimento por fora do regime simplificado, é possível retirar o IBS e a CBS da guia unificada do Simples Nacional e recolhê-los pelas regras gerais, como se a empresa estivesse no Lucro Real.

Assim, há a transferência integral do crédito dos novos tributos aos seus clientes, tornando sua empresa mais competitiva no mercado. Além disso, é possível tomar créditos integrais de suas compras.

No entanto, essa escolha pode resultar em aumento da burocracia contábil e da carga tributária.

Lucro Presumido

O modelo permanece como uma das principais opções tributárias para negócios que buscam uma alternativa menos complexa que o Lucro Real. No entanto, a Reforma introduz mudanças expressivas na carga tributária.

No modelo antigo, em geral, empresas optantes pelo Lucro Presumido não aproveitavam créditos de PIS e COFINS. A lógica era simplificar a apuração tributária em troca de uma estrutura fiscal menos sofisticada.

Com a Reforma Tributária, entretanto, o cenário muda. Com a chegada do IVA Dual (CBS e IBS), que adota a não cumulatividade plena, o imposto pago nas etapas anteriores da cadeia econômica gera crédito para a etapa seguinte, reduzindo o efeito cascata da tributação.

Neste novo cenário, a análise tributária não deve considerar apenas quanto a empresa paga de imposto, mas também quanto consegue recuperar por meio de créditos. Em alguns casos, o Lucro Presumido pode deixar de ser a melhor opção.

Lucro Real

Este regime, considerado o mais complexo entre os três, pode se tornar mais atrativo devido à recuperação integral de créditos de IBS/CBS.

A reforma não altera diretamente as regras do IRPJ e CSLL, que definem se a empresa é do Lucro Real ou Presumido. Porém, a unificação dos impostos sobre o consumo traz impactos estruturais que favorecem o Lucro Real por um motivo principal: o aproveitamento de créditos.

Diferentemente de outros regimes, as empresas do Lucro Real já convivem há anos com sistemas de apuração que exigem controle detalhado de custos, despesas e créditos tributários.

Por isso, a adaptação à lógica do IBS e da CBS tende a ser mais natural. Em outras palavras, enquanto algumas empresas precisarão desenvolver uma cultura de gestão baseada em créditos, quem opta pelo Lucro Real já possui uma estrutura mais próxima desse modelo.

Vale destacar que esse regime somente será vantajoso se o negócio operar de forma organizada e com rigor contábil.

Diagnóstico e Comparativo: Qual regime escolher?

Em 2026, a escolha do regime tributário vai além do faturamento e da carga tributária. Agora, o potencial de aproveitamento de créditos de IBS e CBS também entra na análise.

Antes de tomar qualquer decisão, avalie:

A empresa vende para consumidores finais (B2C) ou para outras empresas (B2B)?

Existe grande volume de compras e insumos?

Os clientes valorizam créditos tributários?

O negócio possui estrutura para lidar com uma gestão tributária mais complexa?

Além disso, o planejamento tributário em 2026 deve incluir três passos essenciais:

1. Simule cenários tributários: compare o impacto do Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real considerando carga tributária e potencial de créditos.

2. Analise fornecedores e clientes: entenda como a cadeia de negócios influencia a geração e o aproveitamento de créditos de IBS e CBS.

3. Revise cadastros e sistemas: garanta que produtos, serviços e regras fiscais estejam atualizados para evitar erros na apuração dos novos tributos.

Em resumo, o melhor regime tributário é aquele que oferece o melhor equilíbrio entre carga tributária, recuperação de créditos e competitividade para o negócio.

KPIs e Métricas Tributárias: O que monitorar em 2026

No cenário de transição para a Reforma Tributária, a contabilidade estratégica deve monitorar indicadores que mostrem o impacto real do IBS e da CBS nos resultados do negócio. Recomendamos os principais a seguir.

Efetiva Carga Tributária (ECT): mede quanto a empresa efetivamente paga de tributos em relação ao faturamento.

Como calcular? Total de tributos pagos ÷ Receita Tributável × 100 = ECT.

Índice de Recuperação de Créditos: indica o percentual de créditos tributários efetivamente aproveitados pela empresa.

Como calcular? Créditos aproveitados ÷ créditos possíveis × 100.

Impacto do IBS/CBS no Custo de Aquisição: mostra como os novos tributos afetam o custo real de compras, insumos e contratações.

Como calcular? (Tributos pagos – Créditos recuperados) ÷ Valor da aquisição × 100.

Margem Líquida Pós-Impostos: mede a rentabilidade da empresa após o pagamento de todos os tributos e despesas.

Como calcular? Lucro Líquido ÷ Receita Total × 100.

Tipos de melhorias: onde a gestão tributária ganha eficiência

A Reforma Tributária para contadores significa oportunidades para tornar a gestão tributária mais eficiente. Isso inclui:

Melhorias de Processo:

Momentos de mudança exigem maior controle e organização de processos. Empresas e escritórios contábeis devem fortalecer sua governança sobre documentos fiscais e conformidade com o novo modelo de apuração.

Melhorias de Dados:

Com a Reforma Tributária, a qualidade dos cadastros tem impacto direto na tributação e na geração de créditos. Informações de cadastro de produtos, como NCM e CEST, precisam estar corretas e atualizadas para evitar erros na aplicação das alíquotas de IBS e CBS.

Melhorias de Tecnologia:

Durante a transição, empresas precisarão conviver simultaneamente com o novo e antigo modelo de tributação. Por isso, torna-se fundamental contar com sistemas contábeis e fiscais preparados para lidar com essa dualidade de regras, cálculos e obrigações.

Melhorias com IA:

A Inteligência Artificial para a Reforma Tributária pode facilitar a rotina. Entre as principais aplicações, destacam-se a classificação fiscal automática e detecção de oportunidades de créditos tributários não aproveitados.

Erros Comuns no Planejamento para Reforma Tributária

Quando empresas e escritórios contábeis não estão preparados, qualquer mudança deixa o negócio vulnerável a erros.

Na Reforma Tributária, esses riscos estão relacionados à qualidade das informações fiscais, à preparação dos sistemas e ao cumprimento das novas obrigações acessórias.

Checklist: pontos de atenção em 2026

• Revisar cadastros de produtos e serviços;

• Validar classificações fiscais (NCM e CEST);

• Verificar se os sistemas fiscais e contábeis estão preparados para as regras da Reforma Tributária;

• Monitorar oportunidades de recuperação de crédito;

• Capacitar as equipes para o novo cenário;

• Acompanhar atualizações legais e regulamentações complementares;

• Fazer análises e simulações periódicas dos impactos do IBS e da CBS.

Além disso, vale a pena revisar alguns dos erros mais comuns que empresas e escritórios contábeis podem cometer durante esse período.

Erro Por que ocorre Como corrigir
Cadastros desatualizados de produtos e serviços Falta de revisão das informações fiscais Realizar saneamento cadastral e validação das classificações fiscais
Tratar 2026 como “ano sem impacto real” Falsa sensação de que nada mudou por conta da “fase de testes” Apurar CBS e IBS mesmo sem recolher, auditar os valores e corrigir erros antes que o recolhimento se torne efetivo em 2027
Classificação incorreta de NCM ou CEST Processos manuais ou ausência de governança de dados Revisar classificações e criar rotinas de auditoria cadastral
Não mapear créditos tributários Falta de controles específicos para IBS e CBS Criar processos de acompanhamento de créditos
Ignorar o impacto da cadeia de fornecedores Ausência de análise dos créditos gerados nas compras Revisar contratos, fornecedores e oportunidades de creditamento

FAQ

Qual o melhor regime tributário para 2026?

Não existe uma resposta única. A escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real dependerá do faturamento, da atividade da empresa, da estrutura de custos e do potencial de aproveitamento de créditos de IBS e CBS.

O equilíbrio entre esses aspectos é o que define a melhor escolha.

O que acontece com o PIS e COFINS em 2026?

Em 2026, PIS e COFINS continuam existindo, mas com redução proporcional de suas alíquotas devido ao início da cobrança da CBS. Durante a transição, empresas vão lidar simultaneamente com os tributos atuais e o novo sistema.

Como o Simples Nacional transfere crédito de IBS/CBS?

Existem duas possibilidades. Na primeira, empresas que recolherem IBS e CBS dentro do Simples Nacional poderão transferir créditos de forma limitada, conforme as regras específicas do regime.

No segundo cenário, há a possibilidade de recolher IBS e CBS fora do regime simplificado. A vantagem é a participação integral no sistema de créditos.

O que é a alíquota de teste da Reforma Tributária?

É a cobrança inicial aplicada em 2026 para validar o funcionamento do novo sistema tributário. Nessa fase, serão aplicadas alíquotas de 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS.

Empresas do Lucro Presumido podem aproveitar créditos de IBS?

Sim. O IBS e a CBS foram concebidos dentro de uma lógica de não cumulatividade. Isso permite que empresas optantes pelo Lucro Presumido possam aproveitar créditos conforme as regras do novo sistema tributário.

Como a tecnologia ajuda na transição tributária?

Tecnologias como IA e automação contábil facilitam a adaptação às novas regras, realização de cálculos, o controle de créditos tributários e redução de erros cadastrais.

Conclusão

A Reforma Tributária está alterando profundamente as regras fiscais do Brasil com a implementação do IVA Dual.

Embora os regimes tributários possuam regras próprias, todos precisarão conviver com novas obrigações acessórias. Uma delas é que as notas fiscais já precisam destacar os valores de CBS e IBS.

Ou seja, a mudança vai além do entendimento das regras do novo modelo. Ela envolve também processos, tecnologia, qualidade dos dados e planejamento tributário estratégico em 2026.

É por isso que a escolha de um sistema para contador atualizado é indispensável. A ferramenta certa auxilia empresas e escritórios contábeis no gerenciamento simultâneo dos tributos atuais e os novos tributos.

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