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Como se preparar para a CBS em 2026
Inteligência Artificial

CBS em 2026: como se preparar e estruturar seu escritório para a transição 

12 dezembro 2025 SALVAR
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A CBS, novo tributo que vem com a Reforma Tributária, inicia em fase de teste no próximo ano e inaugura uma etapa que exige preparação antecipada, já que impacta diretamente cálculos, controles internos e decisões que influenciam preço, margem e organização operacional de diferentes segmentos. Embora o tema esteja avançando rapidamente, muitos escritórios ainda subestimam seu impacto operacional. Então. neste conteúdo vamos falar sobre como se preparar para a CBS em 2026, o que muda na rotina do escritório e quais revisões merecem prioridade ainda este ano. 

Ao organizar esse caminho com antecedência, o escritório fortalece sua capacidade de interpretar mudanças com clareza e avança com a tranquilidade necessária para agir com segurança em um cenário de transição

O que é a CBS e como ela muda o cenário fiscal em 2026 

A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) substitui o PIS e a Cofins e passa a compor o novo modelo de tributação do consumo.  

Embora compartilhe alguns objetivos dos tributos atuais, a CBS opera em uma lógica mais ampla e alinhada ao padrão internacional de impostos sobre valor agregado. A proposta é reduzir a cumulatividade e trazer maior previsibilidade ao cálculo, já que o imposto passa a incidir sobre uma base unificada e com regras mais estáveis. 

Uma das mudanças estruturais está na não-cumulatividade plena. Diferentemente do sistema atual, em que o crédito nem sempre reflete o imposto pago na etapa anterior, a CBS adota um modelo de crédito financeiro que considera o valor efetivamente recolhido. Isso aproxima o imposto de um fluxo mais transparente de débitos e créditos, embora também exija controle mais rigoroso sobre a comprovação desses pagamentos. 

O processo de transição começa em 2026 com uma alíquota reduzida, funcionando como fase de teste para empresas e órgãos de fiscalização. Nesse período, surge também a expectativa de adoção do split payment, mecanismo em que o imposto destacado na nota pode ser recolhido automaticamente no momento da liquidação financeira. A regra ainda depende de regulamentação final, mas já sinaliza um ambiente de apuração mais conectado ao pagamento real das operações. 

Comparada ao PIS/Cofins, a CBS tende a simplificar estruturas, mas traz novos pontos de atenção. A apuração se torna mais direta, porém mais dependente de dados consistentes e de registros que confirmem o recolhimento. Esse desenho inaugura um cenário em que acompanhar a movimentação tributária passa a exigir mais precisão técnica e maior alinhamento entre setores que participam do fluxo fiscal. 

Os efeitos práticos da CBS no dia a dia do escritório e nas etapas de apuração 

A chegada da CBS altera etapas importantes da apuração e traz novos pontos de atenção para o escritório.  

Como a lógica de crédito financeiro depende do imposto efetivamente recolhido, cada operação passa a exigir dados mais completos e conferências mais consistentes. Esse cenário transforma a revisão mensal em um processo que precisa ser alimentado por informações organizadas e confiáveis. 

Impactos na apuração 

A CBS introduz mudanças que tornam o cálculo mais direto, porém mais sensível a falhas de registro. Entre os pontos que ganham relevância estão: 

  • Dependência da comprovação do recolhimento para apropriação do crédito; 
  • Necessidade de registrar operações com maior precisão; 
  • Atenção ao momento da liquidação financeira e às condições de pagamento; 
  • Risco de ajustes posteriores quando informações chegam incompletas. 

Mudanças na rotina de conferência 

O escritório passa a lidar com cruzamentos mais frequentes para garantir consistência: 

  • Conferência entre documentos, pagamentos e períodos de apuração; 
  • Checagem de dados para evitar creditamentos indevidos; 
  • Revisão de notas e contratos que podem afetar o crédito do período. 

Atenção a créditos vinculados ao recolhimento 

A nova lógica exige cuidado adicional em situações como: 

  • Compras com prazos longos ou condições especiais; 
  • Operações em que a liquidação não ocorre no mesmo mês; 
  • Divergências entre emissão e pagamento que impactam o crédito. 

Ajustes no relacionamento com clientes 

A CBS amplia a necessidade de diálogo estruturado. O escritório passa a orientar o cliente sobre: 

  • Efeitos do tributo sobre margem e preço; 
  • Impactos no fluxo de caixa; 
  • Decisões operacionais que podem alterar a apuração. 

A prática contábil avança para um modelo mais analítico, em que clareza técnica e comunicação consistente ajudam o cliente a tomar decisões com mais segurança. 

Revisões essenciais para se preparar para a CBS desde já 

Entender como se preparar para a CBS passa por revisar elementos estruturais do escritório ainda antes da fase de testes.  

Embora muitos pontos operacionais dependam da regulamentação final, já é possível organizar a base para reduzir riscos em 2026. Essas revisões não exigem mudanças profundas de uma vez, mas pedem atenção a áreas que costumam concentrar dúvidas e inconsistências. 

Revisão da carteira de clientes por regime 

Mapear regimes ajuda a entender onde os impactos tendem a ser maiores e quais clientes exigirão acompanhamento de perto. Vale observar: 

  • Predominância de Simples Nacional; 
  • Expectativas de migração para Presumido ou Real; 
  • Clientes com operações híbridas ou sazonais; 
  • Negócios que utilizam crédito como parte do fluxo financeiro. 

Setores com particularidades 

Alguns segmentos sentem a CBS de maneiras diferentes, seja pelo tipo de operação, seja pelo volume de compras e vendas. O escritório pode revisar: 

  • Setores intensivos em insumos; 
  • Prestação de serviços com margens sensíveis; 
  • Atividades com prazos longos de recebimento; 
  • Segmentos com alta variação de alíquota ou regimes especiais. 

Revisão de cadastros, classificações e dados estruturais 

A CBS também exige uma base de informações mais organizada, especialmente nos primeiros meses de transição. Por isso, revisar cadastros de produtos e serviços, conferir classificações fiscais e avaliar processos de faturamento se torna uma etapa importante antes de 2026. Esse movimento ajuda a reduzir inconsistências que podem afetar a apuração e evita retrabalhos em série. Além disso, revisar bases de dados e garantir que sistemas estejam atualizados prepara o escritório para comparar cenários, validar informações e conduzir análises com mais segurança. 

Contratos que influenciam crédito e débito 

Como o crédito depende do recolhimento, documentos contratuais passam a ter relevância maior. É útil identificar: 

  • Condições de pagamento que impactam a liquidação; 
  • Cláusulas que alteram prazos ou responsabilidades; 
  • Contratos de longo prazo com efeitos tributários contínuos; 
  • Modelos de cobrança que possam gerar descasamentos. 

Processos internos do escritório e dos clientes 

Antes da CBS entrar em vigor, é recomendável revisar a fluidez e o alinhamento entre áreas. Entre os pontos sensíveis estão: 

  • Fluxo fiscal, contábil e de faturamento; 
  • Registros que servem de base para conferências; 
  • Prazos de envio de documentos pelos clientes; 
  • Controles que dependem de confirmação de pagamento. 

Comunicação e documentação 

A troca de informações precisas se torna essencial. O escritório pode ajustar: 

  • Orientações recorrentes enviadas aos clientes; 
  • Modelos de coleta de documentos; 
  • Expectativas sobre prazos e validações; 
  • Organização da documentação usada como prova de crédito. 

Mapeamento de perfis e cenários possíveis 

Cada cliente reage de forma diferente às mudanças. Identificar perfis permite entender: 

  • Quem tende a ser mais impactado pela CBS; 
  • Quem pode se beneficiar de mudanças estruturais; 
  • Onde o escritório precisará de acompanhamento contínuo. 

Tecnologia, sistemas e IA como parte da revisão necessária 

Outra revisão importante é avaliar se os sistemas utilizados pelo escritório estão preparados para lidar com a lógica da CBS e com as novas necessidades de conferência.  

Verificar atualizações pendentes, ajustar integrações e revisar a qualidade da base de dados ajuda a evitar inconsistências que podem se amplificar na fase de testes. Também vale considerar o uso de ferramentas com recursos de inteligência artificial, que reduzem erros de interpretação e facilitam a comparação de cenários. Esses ajustes fortalecem a estrutura técnica do escritório e tornam a transição mais segura. 

Por que antecipar o planejamento para a CBS reduz erros e traz previsibilidade 

Se preparar antes para a CBS reduz a necessidade de resolver urgências às pressas, já que muitos riscos podem ser identificados antes de aparecerem no fechamento mensal. 

Além disso, revisar processos com antecedência diminui o custo operacional. Ajustes feitos durante a fase de testes tendem a ser mais suaves, enquanto correções tardias se tornam mais caras e podem comprometer prazos críticos.  

Outro benefício importante é a previsibilidade que o escritório entrega ao cliente. Ao explicar impactos com base em cenários comparados e informações organizadas, o profissional ajuda o gestor a tomar decisões com menor incerteza, preservando margem, fluxo de caixa e planejamento financeiro. 

Essa antecipação também fortalece a capacidade do escritório de responder a demandas emergenciais. Em períodos de transição, dúvidas e solicitações aumentam, e ter processos estruturados permite lidar com esse volume sem perder qualidade técnica. Ao mesmo tempo, o planejamento evidencia profissionalismo, já que prepara o escritório para um ambiente que depende cada vez mais de dados consistentes e análises confiáveis. 

Checklist inicial: passos práticos para começar a se preparar para a CBS 

Os movimentos iniciais ajudam o escritório a ganhar ritmo antes da fase de testes e evitam acúmulo de ajustes no início de 2026. A seguir, litamos algumas ações simples, diretas e aplicáveis que apoiam a organização da base de trabalho. 

Checklist de primeiros passos: 

  • Identificar documentos, relatórios e controles que servirão como referência para comparar cenários; 
  • Levantar notas, operações e contratos que mais influenciam o volume de Crédito, priorizando casos com maior variação; 
  • Revisar prazos e rotinas que dependem da liquidação financeira, ajustando pontos sensíveis para a nova lógica de crédito; 
  • Organizar padrões internos de conferência, garantindo consistência entre equipes e facilitando revisões futuras; 
  • Criar um quadro simples de riscos por cliente, destacando onde a CBS pode gerar diferenças relevantes; 
  • Definir orientações que serão compartilhadas com os clientes em 2025, reduzindo dúvidas no início da transição; 
  • Padronizar a forma de registrar informações que serão usadas como base para simulações e comparações. 

Preparo técnico, clareza e confiança são a base para uma transição segura 

A transição para a CBS exige clareza técnica e organização antecipada. Quando o escritório estrutura informações, revisa pontos sensíveis e acompanha cenários com atenção, reduz erros e preserva segurança nas decisões. Esse preparo fortalece a confiança do profissional diante de um ambiente que ainda está evoluindo. A adoção de tecnologias que ajudam a comparar dados, interpretar cenários e validar informações amplia essa segurança ao longo do processo.  

Ao agir desde já, o escritório avança com mais autonomia e chega em 2026 preparado para a CBS com consistência. 

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