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O contador do futuro caminha pela China
contabilidade gerencial

Lições da China que lhe transformam no contador do futuro

28 February 2019 SALVAR
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Pense em um país que só cresce e, com certeza, se lembrará da China. Há 40 anos o país tinha apenas 2% do PIB (Produto Interno Bruto) global. Hoje esse percentual chega a 18 pontos. Mas por que você precisa conhecer esse fenômeno para se tornar um contador do futuro?

Primeiramente porque a tecnologia tem se tornado a grande diferença na economia chinesa, que também tem como base o desenvolvimento da agricultura. Eles detêm 35% das fazendas de todo o mundo. No entanto, é o crescimento tecnológico que os aproxima da grande potência mundial, os Estados Unidos da América.

Mas até para os chineses, 2018 não trouxe bons resultados. A economia apresentou o menor crescimento dos últimos 28 anos. O aumento dos setores foi o seguinte:

Primário 3.5%;

Secundário 5,8%;

Terciário 7.4%;

Em contrapartida, a tecnologia, a criação de novas empresas e a produção de equipamentos tiveram aumento considerável:

11,7% Manufatura de alta tecnologia;

8,9% Surgimento de indústrias estratégicas;

8,1% Manufatura de equipamentos.

Ou seja, mesmo em um período de tímida queda em uma economia que só cresceu com o passar das décadas, é possível destacar o que se mantém em alta no mercado: a tecnologia.

Pensando no crescimento e em retrações que uma grande economia pode enfrentar, além de considerar a disruptividade chinesa, listamos algumas lições que podem inspirar os contadores do futuro.

Primeiramente, entenda que recentemente, a economia chinesa adotou o livre mercado. Há poucos anos, os contadores do país lidavam com as exigências de um sistema econômico socialista. Mas se você conhece a fama da rapidez dos chineses — que constroem arranha-céus em curtíssimo espaço de tempo  —, sabe que a maturidade na contabilidade chegará quando menos se esperar e com lições valiosas para o resto do mundo.

Mais do que um redator de obrigações fiscais, o contador precisará se tornar estratégico. Uma das formas de realizar essa mudança é compreender e investir em tecnologia. Coisa que a China tem feito muito bem, até o ponto de nos levar a pensar que a fórmula do contador do futuro deve ser chinesa.

Então, observe o que essa grande potência emergente tem feito para nos levar a tal pensamento!

De copiadores a criadores

Quem não conhece a expressão “chingling”, usada para denominar produtos chineses? Durante muitos anos a China foi berço das cópias das tecnologias que despontavam principalmente no mercado norte-americano e europeu. O que rendeu fama e apelidos para denominar a sua capacidade de reprodução dos lançamentos.

Por muito tempo, esses produtos não tinham qualidade. Houve um ponto de virada, e a China se tornou uma produtora de lançamentos, em vez de uma matriz de cópias. De tanto brincar de copiar, a China passou a dominar a tecnologia que imitava. E esse foi o passo mais importante para se consolidar como um grande expoente da tecnologia.

Entenda esse movimento no exemplo do tópico a seguir.

Uma das maiores produtoras de smartphones do mundo

Já parou para observar a lista dos smartphones mais vendidos no mundo? Se fez isso, percebeu que o cenário está mudando. Agora a liderança é assumida pela Samsung, empresa coreana, seguida da Apple, que é americana. E da terceira colocada: Huawei. Este nome difícil de ler é ainda mais complicado de pronunciar, já que exige um bom sotaque chinês.

Entre o top 5 dos mais vendidos, ainda estão presentes outras duas fabricantes chinesas, a Oppo e a Vivo. Juntas, as três empresas originárias da China já abocanham 18% do mercado mundial de smartphones e são as únicas que não experimentaram quedas no market share nos últimos três anos. Esses são dados levantados pelo IDC Worldwide Quarterly Mobile Phone Tracker.

Por enquanto, as fabricantes de smartphone chinesas estão saindo do mercado de origem e se expandindo para Europa e Estados Unidos. Espere até que elas cheguem ao mercado latino americano e entenderá porque a China tem provado ser o país emergente que ditará as práticas do futuro. E com a contabilidade não será diferente!

Superpotência em tecnologia

Não é só de celular que a China entende. Para fabricar smartphones que estão, pouco a pouco, acabando com tradicionais lideranças, é preciso ter uma boa base tecnológica. O que não falta para o país que já se consolidou como uma superpotência em tecnologia.

Quando se fala da digitalização do mundo, dois grandes países surgem no horizonte. Eles já apareceram algumas vezes neste texto. Até 2025 o mundo gerará 175 zettabytes (ZB) de dados, conforme estimativas feitas pela Seagate. Os Estados Unidos da América e a China serão os grandes responsáveis pelo armazenamento das informações que tornam o mundo digital.

Hoje, a “dataesfera” chinesa tem 7,6 ZB e cresce em velocidade 3% maior do que a mundial. Em 2025 deve chegar a 48,6 ZB. Enquanto isso, nos EUA, a dataesfera já é menor, com 6,9 ZB e crescerá até 18 ZB no mesmo período.

Por que a China?

Porque a China vai virar a mesa. As nações emergentes, assim como ela, terão acesso a benefícios que hoje são restritos aos países de primeiro mundo. Na verdade, é essa divisão que vai cair por terra. Pois os chineses têm se consolidado como uma nação produtiva e referência de crescimento até para os atuais líderes do mercado.

Acompanhar o crescimento da China e entendê-lo é o que profissionais de todas as áreas devem fazer, incluindo aquele que deseja ser o contador do futuro. Sabe por que? Pois um dos segredos dos chineses está no apoio que os setores produtivos recebem do Governo.

O surgimento da alta capacidade tecnológica da China é uma consequência do comprometimento do Estado em estimular esse mercado. E isso ocorre quando o Governo oferece políticas que guiam o desenvolvimento de tecnologias, além de recursos e apoio econômico.

A China já alcançou a maturidade que precisa na produção de tecnologias medianas, como as que envolvem: infraestrutura de construção, maquinário industrial, modernização logística, energia renovável e equipamentos eletrônicos.

A tendência é a de que as empresas que hoje são high-tech acabem se tornando comodities. Ou seja, que não consigam acompanhar a velocidade de desenvolvimento e crescimento dos chineses de modo que seus produtos pareçam simplificados demais, tanto quando bananas, laranjas e outras commodities tão conhecidas no Brasil.

Por essas e outras, o contador do futuro precisa manter os dois olhos atentos na China. O que ocorrer lá será reflexo em todo o mundo. Se antes nos acostumamos a seguir os norte americanos e europeus, hoje devemos considerar o poder do oriente sobre o mundo e sua digitalização.

Afinal de contas, todas as profissões já estão sofrendo o impacto do digital. A sua é somente uma delas.
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