Afinal, como será a recuperação da economia?
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As previsões de recuperação da economia otimistas, segundo Ricardo Amorim.
Contador do futuro

Afinal, como será a recuperação da economia?

29 October 2020 SALVAR
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2020 já está marcado como um ano histórico e sem precedentes. Muita coisa aconteceu em um curto intervalo de tempo. Com o avanço da pandemia, no princípio, o mundo parou, literalmente. Aos poucos, com o desenrolar dos fatos, a movimentação voltou. Já se fala até em um novo normal.

Contudo, a crise financeira foi inevitável. Nos meses de março e abril, o Brasil registrou uma economia paralisada. No mundo inteiro, os países foram impactados. Esse movimento aconteceu na Ásia primeiro, depois na Europa e, por fim, nas Américas.

Certamente, agora os gestores de empresas estão se perguntando: o que esperar de 2021? Será que a recuperação da economia se confirmar ou pode demorar mais do imaginamos?

São muitas as dúvidas e incertezas. Durante o SYNERGY 2020, convidamos Ricardo Amorim para apresentar o contexto econômico do Brasil ao nosso público. Neste artigo, compartilhamos alguns dos tópicos abordados por ele.

Quer saber mais? Continue lendo o artigo e entenda como e porque a recuperação da economia pode ser acelerada no Brasil! 

Por que a economia foi tão impactada pela pandemia? 

Certamente, você já se fez essa pergunta. O fato é que a crise financeira foi gerada porque a pandemia alterou o fluxo de organização da indústria, da logística, do comércio e dos serviços. Além disso, a dinâmica da vida das pessoas mudou do movimento diário para o isolamento social.

Ricardo Amorim elencou alguns aspectos que culminaram na crise econômica:

  1. Cadeias de suprimentos globais foram quebradas: A Ásia e a China são o elo fundamental da cadeia de suprimentos da indústria global e ambas ficaram paralisadas. Com isso, começaram a faltar peças para a produção de muitos itens em vários países;
  2. Contêineres em falta: os contêineres ficaram em quarentena por 14 dias, na China, para evitar a propagação do coronavírus. Com isso, começaram a faltar containers para operar a logística;
  3. Isolamento social: com a medida tendo sido adotada para prevenir o contágio, as pessoas deixaram de circular, concentrando as tarefas e a rotina exclusivamente em casa. Ou seja, também consumiram menos por um tempo.

Tudo isso junto gerou o caos. De acordo com Ricardo Amorim, “entre meados de março e abril o Brasil viveu a mais dura depressão econômica dos últimos 120 anos”. 

Mas, porque a economia, no Brasil e no mundo, reagiu tão rápido?

O fato é que, no Brasil, a partir de maio a economia voltou em ritmo de recuperação forte. E isso também aconteceu no mundo. Fundamentalmente, porque a humanidade nunca havia visto tanto recurso sendo injetado ao mesmo tempo. 

Seja com estímulo fiscal, seja com estímulo monetário, os países optaram por bancar esse tipo de medida.

No Brasil, duas iniciativas foram essenciais:

  1. Flexibilização da jornada de trabalho: sem isso, Ricardo Amorim afirma que o país teria tido mais 9 milhões de desempregados no país. Eles deixariam de consumir e, consequentemente, outras empresas iriam desligar mais colaboradores;
  2. Programa de renda: essa estratégia foi usada no mundo. No Brasil, 66 milhões de pessoas foram beneficiadas com o auxílio-emergencial. Na prática, 108 milhões de brasileiros tiveram impacto direto ou indireto na renda com a distribuição do benefício. Mensalmente, foram injetados 50 bilhões de reais  na economia, sendo que boa parte desse valor se transformou em consumo;
  3. Redução de miséria: com a distribuição de renda, via auxílio-emergencial, “em plena pandemia, caiu ao nível mais baixo dos últimos 40 anos no Brasil”, destacou Amorim. De acordo com O Globo, a desigualdade de renda chegou ao menor patamar da história;
  4. Aumento substancial no consumo de alimentos: a venda de supermercado, em agosto, já estava 9% mais alta do que antes da pandemia. Com isso, vários setores se fortalecem;
  5. Crédito imobiliário: com as taxas de juros baixas, os bancos percebem que uma forma de manter a rentabilidade mais elevada é distribuindo crédito imobiliário. De acordo com Amorim, as taxas de financiamento imobiliário vem batendo recorde desde o início da pandemia. Esse movimento é positivo porque impacta também no setor imobiliário e na construção civil. Ambos geram muitas vagas de emprego.

Esses foram aos aspectos elencados por Amorim para explicar porque a recuperação da economia começou cedo. Sem eles, o ritmo de retomada não teria sido tão intenso.

Recuperação da economia: 5 tendências com potencial de estimular o crescimento

Além de apontar as causas da crise e os aspectos que potencializaram a recuperação da economia, Amorim indicou outras tendências que prometem fortalecer o mercado. 

1- Aceleração da transformação digital

A ideia de que estamos diante de um “novo normal” tem sido amplamente divulgada. Contudo, Amorim acredita que o futuro não deve ser normal, mas, sim, muito dinâmico. Mudança é palavra de ordem e deve acelerar a transformação digital ainda mais. 

Na prática, ele diz que temos todos os recursos para inovar. Tecnologia, informação, conectividade e colaboração, facilitada pelo trabalho remoto. “ Para executar as ideias inovadoras é preciso tenologia e nunca tivemos tantas como agora” comenta Amorim.

2- Tecnologias de base acessíveis

A disponibilidade de soluções tecnológicas, necessárias para a transformação digital, é imensa. 5G, Internet das Coisas, Inteligência Artificial e computação em nuvem são algumas das ferramentas que evoluem e viabilizam a jornada de digitalização dos negócios.

3- Disponibilidade de capital

Os juros baixos não convidam para outros tipos de investimentos, já que a rentabilidade é baixa. Dessa forma, quem tem recurso está disposto a acreditar nas ideias geradas até por pequenos negócios. Ou seja, há disponibilidade de capital de investidores para potencializar o crescimento de empresas.

4- Tendência de movimento para o interior

Há 20 anos, o Brasil registra um fluxo migratório maior para o interior. As pessoas estão saindo dos grandes centros e buscando cidades menores. A pujança do agronegócio já movimentava esse desejo, afinal o Brasil é um grande produtor e exportador agrícola.

Agora, com o mercado de trabalho se tornando global, a partir da consolidação do trabalho remoto, as pessoas podem trabalhar em casa e morar em qualquer lugar. Esse fluxo migratório das metrópoles para o interior deve ser acelerado.

5- A importância das reformas para a recuperação da economia

De acordo com Amorim, atualmente, a dívida pública e o gasto público são equivalentes. Portanto, um dos desafios do governo federal para acelerar a recuperação da economia é trabalhar pela redução da dívida e das despesas. 

Amorim destacou a importância da reforma administrativa.

Ele aponta que quanto maior for essa reforma, menores os gastos e mais sustentável fica a dívida pública. A expectativa é economizar 300 bilhões de reais nos primeiros 10 anos.

“É fundamental reduzir dívida pública, via privatizações, e reduzir gastos do governo, via reforma administrativa, para então fazer uma reforma tributária. A proposta atual da reforma tributária atual simplifica um pouco, mas visa um aumento de  arrecadação às custas de uma carga tributária mais pesada. Esse não é o ideal”, pondera Amorim.

Ele acredita que a justiça tributária precisa ser contemplada na reforma. Afinal, “os mais pobres consomem mais e pagam um número maior de impostos, enquanto quem tem uma renda maior poupa mais do que consome.”  

Como vimos até aqui, a perspectiva de recuperação da economia é positiva. Ao contrário do que parece, 2020 não é um ano perdido, mas, sim, diferente. O desafio, conforme Amorim, “é reorganizar prioridades e objetivos, inovar, aproveitar oferta de crédito e criar oportunidades”.  

Quer saber mais sobre as tendências para o mercado? Continue acompanhando o blog!

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